Se você lida com suas relações de trabalho como lida com seus amigos de redes sociais, provavelmente está cometendo um grande erro

Recentemente um amigo curtiu um post de um amigo dele em que se celebram anos de amizade e etc. Conhecia o amigo dele, pois tínhamos outros amigos em comum e me deparei, já na página deste conhecido “de vista”, algumas mensagens recentes de “Feliz Aniversário”.
Eram diversos comentários do tipo… “Está sumido! Vamos encontrar qualquer dia…!”
Logo abaixo, um dos comentários na mesma publicação era de alguém que dizia estar com “eternas saudades” do aniversariante. Bom, me estranhei com a aparente contradição e busquei tentar entender o que havia acontecido com o colega.

Infelizmente ele havia falecido, cerca de UM ANO antes desta data em que recebia as felicitações.
Além da tristeza pelo falecimento daquela pessoa, fiquei realmente surpreso com a (mais esta) constatação de que as relações humanas estão atingindo este nível de superficialidade! Pessoas que o felicitavam sem sequer notar que ele havia falecido há mais de um ano e continuavam lhe felicitando com “sinceros” comentários dos “amigos” virtuais, que sequer sabiam da sua precoce passagem.
Com certa nostalgia, lembrei-me dos tempos em que felicitar alguém exigia algum esforço ou um tempo maior, dedicado apenas às pessoas pelas quais, de fato, nós nos importávamos. Afinal, um simples parabéns exigia, pelo menos, um telefonema. Talvez neste tempo, recebêssemos menos “abraços” que mensagens virtuais, mas tais felicitações eram verdadeiramente nutridas de carinho e consideração.
Quantas daquelas pessoas poderiam ter se despedido, ajudado a família de alguma forma…?
No trabalho, isso se expressa pela indiferença. É não se motivar ou não se alegrar quando o seu colega toca o sino para comemorar uma venda, é ser indiferente quando o seu time ou o seu companheiro de trabalho supera aquela meta desafiadora que lhe fora imposta… É não oferecer ajuda e não cumprimentar com um simples “bom dia”, especialmente as pessoas que geralmente são pior remuneradas que você e que fazem um trabalho essencial para o time, para que você possa dedicar-se exclusivamente ao seu trabalho e às suas metas de forma confortável, sem ter que se dedicar importar com a limpeza do salão, com o cafezinho à disposição 24/7…
E aí quando esta empresa “subitamente” fechar as portas para você ou para todos que fazem parte daquele projeto, (talvez) você perceba que – há muito tempo – já era tarde demais.
Talvez você se recorde das vezes em que foi indiferente com seus colegas de trabalho ou até mesmo com seus amigos e familiares…
QUER UM CONSELHO?? Então afaste a indiferença das suas relações e dedique-se aos seus objetivos e às pessoas que direta ou indiretamente fazem parte deste projeto. Provavelmente você não está nele absolutamente sozinho. Está?
Espero que a impessoalidade e a indiferença não estejam afetado a sua equipe e os seus resultados. Se infelizmente não for assim, foque em construir um ambiente de trabalho em que as pessoas não somente se importem com as outras, mas que também “correm” pelas outras quando for preciso.

O resultado será de todos! De toda a Empresa! E aí dificilmente haverá um “tarde demais” para você.

 

Matheus Henrique Maia é membro do grupo ENGAGE For Business e advogado sócio da BLM Advogados – Buralli, Lemos e Maia Advogados, banca com sede em Belo Horizonte/MG e atua no direito corporativo, sobretudo em demandas consultivas e no contencioso estratégico.

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