O emprego do futuro será no modelo “diarista”

Durante o período de grande depressão dos anos trinta, do século passado, Melvin Maxwell, pai do grande escritor John Maxwell, perdeu o emprego. Enquanto mais da metade da população estava desempregada, Melvin decidiu não sucumbir diante dos problemas econômicos que assolavam a nação. Sabendo que o comércio não estava contratando ninguém, Melvin decidiu oferecer o que tinha disponível que era seu talento e seu tempo.

Chegou a um comerciante e disse: “Vim aqui oferecer o meu dia de trabalho gratuitamente. O que você precisa que eu faça? O comerciante lhe respondeu: “Não estou contratando e não tenho dinheiro para pagar você! ”. Porém, Melvin retrucou: “Você não precisa me pagar nada. ” O Sr. Melvin trabalhou muito e, no final do dia, foi para sua casa. No dia seguinte, ele procurou outro comerciante e fez a mesma oferta…

Enquanto a maioria das pessoas estavam desempregadas, Melvin Maxwell conquistou três empregos e sustentou sua família durante aquele período difícil. Ele fez o que a maioria das pessoas não estava disposta a fazer.

Ele semeou o que tinha, que era seu tempo livre e seu talento, e conseguiu aquilo que os outros apenas sonhavam. Emprego.

Vejo muitas pessoas insatisfeitas com seu emprego e outras tantas desempregadas, contudo quando pergunto se estariam dispostas a trabalhar “de graça” ou por um salário inferior, muitas torcem o nariz.

Não quero dizer que os profissionais devam aceitar qualquer oferta ou que não necessitem de um salário para sustentar suas famílias. Isso seria hipocrisia.

O texto acima nos remete a uma situação de crise econômica, onde se faz necessário agir conforme a disponibilidade do mercado, em outras palavras, “dançar conforme a música”.

Melvin Maxell trabalhou “de graça”, sim, mas vocês não acham que ao final de cada dia de trabalho ele iria para sua casa sem nada nos bolsos, não é mesmo?

Em cada comércio em que Melvin trabalhou, os empresários sempre lhe davam algo: pães, leite, farinha, frutas, talvez carne, enfim depois de um dia de trabalho dedicado, ele sempre recebia algo como pagamento.

Não havia emprego formal ou qualquer garantia de estabilidade, mas dia após dia ele foi trabalhando e sustentando sua família em meio a crise.

Será que nos nossos dias, não deveríamos pensar em alternativas como a de Melvin Maxell?

O emprego do futuro será no modelo “diarista”, onde as pessoas irão trabalhar por tempo parcial em mais de uma empresa ou empregador.

Menor custo para os empresários que não conseguem pagar todos os encargos trabalhistas para terem um determinado empregado e do outro lado mais de uma fonte de renda para o empregado que não ficará sujeito a perda total de renda numa possível demissão.

Pergunte a minha diarista se ela deseja ser empregada doméstica? Jamais

Parece loucura, mas não é.

O modelo de estabilidade trazido pela carteira assinada está mudando.

Muitos trabalhadores já o trocaram pelo modelo de prestação de serviços e isso tende a aumentar.

Aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho ou mesmo aos seus pais, fica uma sugestão:

– Procurem amigos que possam empregá-los por tempo parcial, mesmo que sem um salário formal, como se fosse uma especie de estágio não remunerado.

A falta de experiência nessa fase tem feito com que muitos jovens não consigam conquistar o primeiro emprego na área em que estão estudando ou se formaram.

Mostre seu talento, ganhe experiência, crie uma vaga onde ela não existe hoje.

Atitude! faça diferente e faça a diferença.

 

Marcelo Simonato é membro do grupo ENGAGE for Business e administrador de empresas com experiência de mais de 20 anos em cargos de liderança em multinacionais. Atualmente é Diretor Adm-Financeiro em uma multinacional espanhola e também é Escritor, Palestrante, Mentor de carreiras e Professor convidado no Mackenzie, SESCON e Haggai.

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