Esqueça networking! Pense em ser um conector de pessoas…

Todos conhecemos pessoas como essas, pessoas que parecem conhecer a todos. Eles sempre são capazes de ajudar – ou se eles não podem, eles conhecem alguém que pode. Você os conhece pela primeira vez e, em 15 minutos, está falando com eles como se fosse um amigo de infância. Eles são bem-sucedidos, inteligentes e engraçados, com um toque simpático de auto-depreciação. E eles estão interessados em tudo.

Quem são eles? Conectores.

Um conector é uma pessoa que mantém a confiança de um grande grupo de pessoas e tem meios de chegar diretamente a eles. Esses dois ingredientes permitem que ele se torne um facilitador de conexões inteligentes. Eles gostam de pessoas e são genuinamente curiosos. Gostam de histórias e querem fazer conexões.

Espalhados entre todos os níveis, são um grupo de pessoas com uma habilidade verdadeiramente extraordinária de fazer amigos e conhecidos. Possuem uma capacidade de abranger muitos mundos, subculturas e nichos diferentes.

Traços como a energia, a curiosidade insaciável e a vontade de se arriscar parecem ser o fio comum entre os conectores.

Eles vêem o networking como um meio para um fim.

Conectar-se, para eles, é usar amor genuíno ao conhecer pessoas e fazer amigos para se envolver e ajudar uns aos outros.

Os conectores mostram uma vontade de se aventurar fora de suas zonas de conforto.

Por exemplo, o escritor Josh Bycel visitou um campo de refugiados de Darfur há seis anos, e no caminho de casa, surgiu a ideia de arrecadar dinheiro para uma clínica médica para o campo. Em três semanas, ele havia coletado US$50.000.

Essa ideia tornou-se uma organização sem fins lucrativos chamada OneKid OneWorld, que visa conectar escolas nos Estados Unidos com aqueles no Quênia e outros países em desenvolvimento para fornecer tudo, desde livros até água limpa.

“Eu sou um escritor. Eu não sei nada sobre construir escolas”, diz Bycel, 40, que mora em Los Angeles. “Mas eu estou interessado em aprender. Você precisa sair e fazer conexões fora do seu próprio mundo. Estar interessado em muitas coisas diferentes, por definição”.

A vontade de chegar a alguém que você não conhece é crucial para a arte de se conectar, e especialmente importante em tempos econômicos incertos, como o que estamos vivendo hoje no país.

Aqueles que estão no meio da carreira e já tenham trabalhado para uma empresa há anos, devem aprender habilidades de conexão, antes que as necessitem.

Por exemplo, a inclinação natural da maioria das pessoas é procurar amigos nas reuniões e nas refeições. Conectores não fazem isso. É fácil sentar-se com alguém que você conhece. Difícil, mas mais interessante, é sentar-se com alguém que você não conhece. Isso não é como o ensino médio. Não são apenas os perdedores que não têm um lugar para se sentar.

Pode parecer como se os conectores nascessem sabendo fazer isso, não podendo-se aprender a fazê-lo, mas isso não é necessariamente verdadeiro.

Participar de clubes e organizações é uma ótima maneira de encontrar pessoas de mentalidade semelhante, mas você só vai porque você tem interesse. Em vez disso, junte-se a organizações que se concentram nos eventos e atividades que você não conhece.

Claro, quando você está entrando naquele primeiro encontro ou aula e enfrentando um grupo de estranhos, o instinto é fugir. Está tudo bem. O objetivo é não ignorar o medo, mas reconhecê-lo, e depois trabalhá-lo.

Talvez um dos atributos mais importantes de um conector seja uma vontade de ajudar e alcançar, mesmo que não haja retorno de pagamento óbvio ou imediato.
Isso significa pensar a longo prazo. O maior erro que as pessoas fazem é que elas pensam apenas assim: “se eu ajudar essa pessoa, isso acontecerá imediatamente”. Temos que parar de pensar em termos lineares.

Ajudar os outros não significa que você não pode reter algumas coisas. Pense na palavra “coopetition” – uma combinação de competição e cooperação – para descrever esta filosofia.

Boas conexões!

Raphael Saddy é um conector de negócios e pessoas com mais de 17 anos de experiência nas indústrias de Petróleo e Gás, Energia Renovável, Telecomunicações, Automobilística de Consultoria Financeira. Tendo trabalhado em grandes empresas multinacionais como McKinsey, General Electric, Shell, Nokia e Audi, é formado em Engenharia Mecânica por duas universidades, no Brasil (UFF) e Alemanha (Uni Stuttgart). Possui MBA – Mestrado em Administração de Empresas em Finanças pelo Ibmec-RJ e é especialista em Estratégias Avançadas de Avaliação de Negócios por Opções Reais da PUC-Rio e Fusões e Aquisições da Insper-SP. Raphael já apoiou vários negócios durante sua carreira (alguns deles desde o startup) e desenvolveu muitos projetos com foco na melhoria do plano de negócios, redução de custos, benchmarking, avaliação de novas unidades / projetos e impulsionou o desempenho financeiro em cada empresa que passou, tendo recebido alguns prêmios e bolsas de estudos.

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